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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O Suspeito


Seguindo com meu propósito de comentar os filmes e os livros que tenho devorado - vai aqui mais um deles.

Não sei se gostei de assisti-lo ... como li depois em algumas críticas - acho que não me emocionei no máximo só me entristeci mais ...mas minha tristeza vem de outros campos.

Tenho vivido dias bem difíceis e totalmente incertos - somados a isto extremamente solitários - não que a solidão seja ruim - já vivenciei isto de outras formas no final da minha universidade em 2004 e foi dolorido - mas ao final saí mais forte ...mas o período de turbulência é sempre como estar dentro de um liquidificador - se partindo em mil pedaços.

Paro pra olhar pra minha vida a 1 ano atrás, ou no começo deste e o quanto ela mudou de um ponto ao outro através das minhas escolhas. Eu acredito em destino e acredito em escolhas e acredito mais ainda que tudo acontece por um propósito - pra nos fazer crescer e nos tornar melhores.
Tanta coisa mudou e não me arrependo pelas mudanças ...mas lidar com certos fatos tem sido doloroso.
É muito duro lidar com a não aceitação dos outros, ou a rejeição ... ou talvez tudo isto esteja em mim mesma - mas só sei que olho pra trás e tenho a certeza de que o que vivi nestes 7 anos - não tem mais identificação com o que eu quero viver hoje.
Olho o comportamento das pessoas, suas condutas e percebo que não é isso que eu quero pra mim.
É isso que está doendo ...ter que enxergar certas verdades, realidades e admitir que não quero isso pra mim e ainda ter a certeza de que só "servi" - só fui amiga - quando eu estava servindo a um único propósito - que não era meu essencialmente e que agora que decidi não servir ... fui descartada e continuo sendo acusada.
Não sei mesmo o que dizer, além de reconhecer que é o fim de um ciclo de um tempo ...que teve muitas coisas boas e também as suas coisas ruins - não me ressinto da arte e nem do bom que ela me trouxe e traz a tantas pessoas, a ela dedico a minha eterna admiração e o meu amor eterno - mas me ressinto das condutas pessoais e que me conduziram ao meu tempo de isolamento.
Não sei mesmo quais serão ainda os rumos da minha vida - pra onde vou, o que farei, o que vai acontecer na  próxima cena ... não tenho mais certezas, só dúvidas e possibilidades e uma vida pra viver pela frente - agora é simples: me preocupo em dormir e acordar pra ir trabalhar - cumpri-lo, em ler, ver, pensar ...em estar com o meu silêncio e viver melhor o que ainda tenho pra viver: meus pais, meu lar, meus bichos e meu relacionamento, e as poucas e verdadeiras amizades que me restaram - a única certeza que tenho nestes dias é Deus - seu Amor por nós - e que tudo nessa vida passa, acaba, muda ....e que do pó viemos pra um dia retornar.

Não vou dizer muito mais ... porque estou num dia triste ...completamente triste ... deixo a dica do filme que assisti hoje, só gostei dele pelas partes do Egito, as críticas aos governo americano também são válidas ... o esteriótipo terrorismo - batido-  todo o resto pra mim foi dispensável - é um filme quadrado - no quesito emoção - Rede de Mentiras da de 10 a 0 !!!

O SUSPEITO - RENDITION - 2007

"O egípcio Anwar El-Ibrahimi (Omar Metwally), suspeito de ser terrorista, desaparece misteriosamente num vôo da África do Sul com destino a Washington. A esposa dele, a americana Isabella (Reese Witherspoon), viaja imediatamente para Washington para descobrir as razões do desaparecimento do marido. Ao mesmo tempo, um agente da CIA começa a questionar seu trabalho, após testemunhar um método de interrogatório pouco ortodoxo numa base estrangeira. O interrogado, no caso, é justamente El-Ibrahimi.

No Egito, um atentado terrorista deixa dezenas de mortos e feridos. Um químico residente nos EUA é tido como suspeito e é "desaparecido" pelo FBI. As autoridades americanas se recusam a dar qualquer tipo de explicação para a desesperada esposa do rapaz. E, enquanto isso, um agente especial do governo tenta descobrir algum resquício de humanidade em meio a este caos mundial e pessoal. Este é o painel de relacionamentos humanos e políticos proposto pelo filme O Suspeito escrito pelo praticamente estreante Kelley Sane e dirigido por Gavin Hood, o cineasta sul-africano que dirigiu Infância Roubada de Hollywood (incluindo os premiados Jake Gyllenhaal, Reese Witherspoon e Meryl Streep) e do forte lançamento no mercado norte-americano (onde estreou em mais de 2 mil salas),

O Suspeito;não conseguiu captar o interesse do público, que deixou menos de US$ 10 milhões nas bilheterias daquele país. Tamanha frieza pode ser explicada por dois fatores básicos. Primeiro: as platéias americanas de uma maneira geral não estão preparadas para ver, num filme, que seu país também usa métodos cruéis e desumanos de tortura para arrancar informações sigilosas de quem quer que seja. Também não faz parte do paladar médio americano ver seu governo praticando as mais impensadas atrocidades contra as liberdades humanas. Tais temas "caem muito bem" quando os filmes enfocam republiquetas latino-americanas ou, como reza a moda ultimamente, um país qualquer da África. A própria sujeira, na própria casa, ninguém quer ver.

O segundo motivo - talvez mais claro e certamente menos político - pode ser explicado por questões meramente cinematográficas: o filme, na verdade, não emociona. Seu roteiro é matemático e esquemático como um manual de Syd Field e sua direção fria e burocrática passa longe de qualquer criatividade estilística e/ou narrativa, muitas vezes assemelhando-se, estruturalmente, a uma mediana minissérie feita para televisão. Por mais que Jake Gyllenhaal e Reese Witherspoon caprichem em suas interpretações,não decola e não arrepia. Nem chega perto a - só para citar um exemplo - de Desaparecido - Um Grande Mistério, filme que Costa-Gravas fez para denunciar uma situação semelhante acontecida no Chile.

Acontece com aquilo que ocorre na maioria das interpretações de Meryl Strep: tecnicamente, irrepreensível. Mas cadê a emoção?








http://www.cineclick.com.br/criticas/ficha/filme/o-suspeito-2007/id/1707"

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A Leitora do Alcorão - G. Willow Wilson



Eu ia terminar de ler este livro pra fazer este post, mas como já estou praticamente na metade - não me aguentei! Final de semana entre minha listinha de filmes pra assistir que estou fazendo e cumprindo ...a maioria deles árabes ou que falem do Islã - fiz também uma listinha de livros pra comprar - com uma verba anual que muito me ajuda - que recebo nesta época.

Tratei de comprar um curso de Árabe que vem num Box muito legal com 2CDS e mais um livrão - parece bem completo e é um guia pra estudar sozinho o Árabe - não aquela coisa de livrinho pra turista sem regras e apenas frases feitas e transliteradas pra saber como se virar ...esse é pra aprender! Espero que eu consiga, porque já que tive de interromper meu curso presencial - eu não desisto - por esse tempo vou tentar aprender desse jeito. O porém é que é tudo em inglês ou seja - já vou estudar 2 línguas juntas ao exercitar uma e aprender literalmente a outra. Foi indicação de uma irmã de Goiás ;)  Fiquei muito feliz ...
Já aproveitei e comprei um outro de gramática também ...ou eu aprendo - ou aprendo alguma coisa !!!

Fora isso comprei uns outros livros que aos poucos vou falando aqui ...mas vamos ao que interessa o primeiro de todos que comecei a ler e que o nome está no título do post.

A princípio a capa não me chamou tanta atenção, o preço era razoável ...em torno de 34 reais ... mas li a sinopse e resumidamente falava da história de uma Norte-Americana que se converteu ao Islamismo - após conhecer o Egito! Não precisou de muito mais pra eu me identificar:  Uma ocidental que experimentou o Islã em uma viagem ao Egito ... parecia muito a minha história !! Mas quando comecei a ler tive mais uma daquelas certezas, de que nada na nossa vida acontece por mero acaso, que as coisas certas ou desejáveis sempre vem ao seu encontro quando menos se espera!

Me apaixonei pela narrativa ...que é um romance, mas é uma história real - de uma moça que se encontrou e se encontrou com Deus e ainda se encontrou com o Amor no sentindo mais comum e no sentido mais espiritual que possa se pensar! E continuo lendo o livro e vendo a minha história ali - e de muitas outras mulheres que conheci nesse espaço de tempo ...a história de muitas nós - com os mesmos medos, perguntas, mesmo Amor, mesmo encontro com si, com Deus e com o outro.

Posso estar sendo muito tendenciosa e ainda não cheguei no final ..estou apenas na metade - mas diria pra todo mundo que ainda não me entendeu ...se um dia lerem este livro - talvez me entendam pelo menos um pouquinho em muitas coisas - sobre as minhas escolhas e mudanças.
E querendo me entender ou não ...o livro é uma leitura leve pra quem quer saber um pouquinho sobre a vida cotidiana no Egito, sobre o Islã e sobre muitas outras coisas ...permita-se!

Segue aqui a Sinopse :))

Maio de 2011 - Lançamento pela  Editora Rocco A Leitora do Alcorão escrito por G. Willow Wilson.



Diante de toda a influência da grande mídia, não é difícil imaginar a dificuldade de aceitação familiar, e entre amigos, por que passa um ocidental ao escolher trilhar o caminho de Alá. No caso da protagonista da trama A leitora do Alcorão, G. Willow Wilson, pode-se dizer que foi uma tarefa ainda mais árdua e admirável conduzir o processo de conversão ao Islã. Além de se considerar ateia de berço, Willow levava antes uma vida confortável e com todas as regalias que poderia usufruir sendo uma jovem branca, norte-americana e de classe média.

Da primeira tatuagem escrita em alfabeto árabe, passando pela oficial declaração de fé que todo muçulmano deve recitar ao levantar e antes de dormir – a chahada – até o primeiro experimento do jejum durante o mês sagrado do Ramadã, no calendário islâmico, a jovem sabia que levaria tempo para aprender a viver sem os suportes sociais da cultura a que estava habituada.


A experiência de Willow traz a narrativa de uma inusitada descoberta e concepção da fé, de como a vida religiosa foi absorvida no seu cotidiano e se misturou a um sentimento amoroso – pelo muçulmano Omar, seu guia –, despertado em um território até então hostil e incógnito: o Egito. Despida de preconceitos, e disposta a mergulhar nesse universo que parecia não deixá-la mais escapar, a jovem tem de, cada vez mais, abrir mão dos seus direitos como cidadã norte-americana para viver dentro das convenções do Egito.


Estereótipos são desfeitos a partir do momento em que surgem exceções; e reafirmam-se logo depois: apesar de Willow compreender Omar e sua família como exceções e manter um bom relacionamento, ela sentia um desconforto toda vez que presenciava situações constrangedoras e conflitantes entre seus novos amigos e familiares muçulmanos e seus amigos ocidentais. Era comum ver seus conterrâneos se comportarem de forma preconceituosa naquele país, mas isso não tornava fácil assumir uma posição. Em cada caso, sendo metade norte-americana e metade muçulmana, também metade de sua própria essência era colocada em jogo e seu maior medo e desafio era ser forçada a optar por uma vida e abandonar completamente a outra.


Conhecido como a 2ª maior religião do mundo – e em permanente crescimento –, o islã alcança cerca de 1,3 bilhão de adeptos em três continentes, sendo a maioria proveniente de povos não-árabes. Entre diversos livros e artigos já publicados ao longo dos anos, sobre a conturbada relação entre o mundo muçulmano e o Ocidente – principalmente após os atentados às Torres Gêmeas no fatídico 11 de setembro de 2011, em Nova York –, o termo “choque de civilizações” se solidificou e sustenta a imagem de que os muçulmanos constituem uma ameaça latente ao mundo ocidental: “No Oriente Médio, há sempre algo prestes a acontecer.”


Passando dos Estados Unidos ao Egito e Irã, e retornando ao país de origem, este livro permite uma curiosa viagem à cultura islâmica, a partir dos olhos de quem conheceu e abraçou sua filosofia de vida e seus costumes de perto. No seio da família egípcia, é possível ver a beleza do país, e nele surge a esperança de superação e conciliação das barreiras culturais.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Quran by Heart - MashaAllah !!!



Escolhi usar o nome desse documentário, como título deste post - pois acabei de o assistir no youtube!
Foi uma produção da HBO com o propósito de mostrar o cotidiano de algumas crianças em especial de países não árabes e que desde pequenas foram ensinadas a recitar o Alcorão - e o decoraram completamente e que foram ao Cairo - Egito, participar de uma competição anual de recitação do Alcorão que envolve crianças do mundo todo e que acontece durante o Ramdan!!

O documentário vai muito além disso ao através de cotidianos tão diferentes, de vidas diferentes - o objetivo comum destas crianças que estudam para recitar perfeitamente, sem muitas vezes nem dominarem o significado das palavras e do Livro Sagrado - mostra também o que é ser um mulçumano,, o que é viver como mulçumano. Seja vivendo no Senegal, nas Ilhas Maldivas, no Tajaquistão ou no próprio Cairo !!

Eu fui tomada de uma emoção indescritível e não foram os momentos que chorei assistindo - uma emoção de rever o Egito e de reviver meus próprios sentimentos em relação ao Islã - e de como eu sinto isto!

Meu despertar pro Islã, ou meu chamado - aconteceu em 2010 - numa primeira viagem à Turismo ao Egito.
Foi algo que planejei durante pelo menos 2 anos e muito do crescimento pessoal ou profissional que tive em minha vida foi por causa desta viagem. Me foquei, dediquei e guardei cada centavo para ir pra lá e porquê?
Na época nem eu mesma sabia - tinha idéia de muita coisa e ao mesmo tempo não sabia nada. Conhecer o lugar que estudei desde pequena nos livros de história e que me fascinava, ver e conhecer sobre a dança - que não posso negar foi o motor e facilitador pra eu chegar até lá, uma busca espiritual - sim - mas ela aconteceu bem diferente do que eu imaginei.

Foi assim que em 2010 conheci o Egito - fiz uma viagem de 13 dias - não foi longa, mas extensa e profunda pra mim! A sensação que guardo até hoje - é que eu senti minha mente e minha alma se abrindo - e um estalo, de como o mundo era grande, diferente e de como eu havia ignorado tudo aquilo - até aquele momento e que nenhuma sofrimento por maior ou menor que fosse - isso era nada - diante da grandiosidade do Mundo, de Deus e quanto eu ainda teria para ver e aprender.

E foi assim que o Islam nasceu para mim - com um "call to pray" que eu ouvia 5X ao dia, onde quer eu que eu estivesse e que me paralisava - como num transe - sem entender uma só palavra - eu senti PAZ. Sentia aquela voz me invadir, me levar, me chamar. Vi e senti minha vida em câmera lenta - toda vez que aquele som ecoava e ele ecou na minha alma.

Nesta mesma viagem, entrei pela primeira vez em uma Mesquita e a emoção também nunca vou esquecer! Foi em Alexandria, na Mesquita de Abdu al - Abbas al Mursi - tive o tempo suficiente pra estar lá dentro, observar, me ajoelhar e rezar. Agradeci imensamente o fato de estar lá, da oportunidade que estava tendo na minha vida - foi esse o meu sentimento gratidão!







Voltei ao Brasil, a minha vida normal - a viagem me modificou e aos poucos isso foi acontecendo dia a dia. Fiz bons amigos no Egito, Cristãos Coptas e Mulçumanos e através deles pude manter uma conexão com o país, a cultura e a religião.

Aí aconteceu a Revoulção de 25 de Janeiro deste ano! Minha professora de dança estava lá, ilhada com outras 3 brasileiras em um apartamento, num bairro residencial do Cairo. Quando cortaram a internet e os telefones foi desesperador, porque perdi contato com ela, com meus amigos e eu não sabia se estavam bem ou não, se estavam em dificuldades e tudo o que eu pude fazer foi rezar e acompanhar as notícias pelos jornais na internet e no Facebook, Twitter. Quando a internet voltou e os telefones, pelo menos consegui comunicação, mas sofri do mesmo jeito sabendo dos relatos dela, dos amigos, realmente fazendo a vigília na frente de casa com pedaços de pau pra proteger a família e toda longa história que já sabemos.


O que vivi mesmo estando aqui, mas completamente ligada as pessoas de lá - é doloroso lembrar - porque eu me sentia impotente, e só rezei e rezei pra tudo ficar bem - mas desse envolvimento com a vida e as pessoas de lá - minha vida mudou totalmente! Conheci novas pessoas, amigos e com eles o Islam!

Eles foram me falando da Religião, me fazendo pensar, repensar, questionar e com isso o interesse foi crescendo dia a pós dia. Foi quando recebi de um amigo egípcio, Saber R. Hasn, que mora até hoje em Jedah, na Arábia Saudita - 2 Qrans: o seu próprio - que viajou com ele pra muitos lugares e mais uma outra edição num tamanho reduzido, além de um frasquinho de Musque Branco da Arabian Oud, que mais parece uma jóia em uma caixa - 7amdulellah :)


Ele foi só a primeira das pessoas a me plantar uma sementinha, a ser paciente e perder horas me falando do Islam, do Profeta Muhammad (Louvado Seja) - e eu não sei se ele tem consciência disso - mas eu Agradeço a Allah, por ele e por todas as outras pessoas que encontrei depois dele - mas que em meu coração guardo com carinho tudo o que fizeram por mim, por toda ajuda e paciência.

Não quero comentar minha vida pessoal aqui - mas muita, mas muita coisa aconteceu - rompimentos, revoluções. Conheci uma outra pessoa que teve papel importante em continuar me falando e me ensinando a religião e ele foi a minha porta para vivenciar isso. Ele em dizia: "Vanessa você precisa vir aqui e viver a vida que eu vivo pra você entender, o que eu digo e que agora você não compreende."
Um dia você me disse que Allah te pôs no meu caminho pra isso, para eu acordar para o Islã e hoje acredito que tenha sido isso mesmo, pois tudo que vivenciei ao seu lado e através de você - me fizeram entender o que você me dizia. Não quero julgar, não sei se um dia você vai se permitir a oportunidade de ouvir isso: mas sou eternamente grata por tudo- cada lágrima e cada sorriso - cada sonho bom, que foi vivido e depois se perdeu! Eu nunca quis te machucar e desejo que você encontre a felicidade em seu caminho!
Era o nosso destino: você me pegar pela mão e me mostrar uma nova vida pra viver e seguir - ainda que depois disso - nossos caminhos se dividissem! Allah conhece nossos corações e por isso sou eternamente grata!

Enfim ...a viagem que fiz esse ano - aprofundou o ciclo que iniciei em 2010. Não voltei pra fazer turismo, voltei pra viver esse despertar - e todas as pessoas que eu precisei encontrar, eu encontrei nessa viagem, e todas elas vieram me falar do Islam de uma forma ou de outras! Eram depoimentos cotidianos, eram situações que eu partilhei, e isso me emocionou, me transformou, e foi ali que eu decidi acordar para essa realidade - para essa Nova vida que escolhi pra mim - porque senti a verdade, senti Amor, senti a Paz, me senti completa e feliz!

Voltei mais uma vez ao Brasil e continuei aqui procurando agora sobre o Islam, qual a mesquita mais próxima da minha cidade, por muçulmanos aqui, para que eu pudesse seguir conhecendo, estudando e me aprofundando na religião. E eu encontrei um casal que me ajudou muito Patrícia (Khadija) e seu esposo Noredin - a eles também sou eternamente grata, por todos os livros, Cds, por todas conversas, pelo Alcorão Árabe/Português. Foi assim que fiz a minha Shahada e este ano vivi meu primeiro Ramdan!!!

Não posso não falar do Ahmed, hoje meu noivo, também por toda ajuda, paciência ou por perder ela com a minha toperice em falar árabe errado, em fazer isso ou aquilo errado!rs Porque ele acaba sendo a pessoa que mais convive com meus erros, e também presencia meus acertos. Que me explica, me conta histórias do Profeta, que me corrige, que me mostrou a importância de se viver aquilo que se fala - não posso dizer algo e ter uma conduta diferente. Ele acha que eu sou um presente de Allah pra ele, mas eu acho que ele é o presente para mim - e o que peço é que possamos aprender juntos e ter uma vida correta e ser feliz, que nossos obstáculos sejam removidos e nossos destinos entrelaçados. Com ele aprendi que só o Amor não é o bastante - mas que é preciso a consciência para vivê-lo!

Realmente Allah me encaminhou e encaminhou muitas pessoas boas ao meu encontro. É isso que sigo pedindo pra me afastar do desencaminhamento e me trazer as pessoas certas, que irão me ajudar e que eu ajudarei. Eu me sinto e sou como uma criança pequena, que dá seus primeiros passos, que sabe muito pouco - mas que tem uma vontade gigante de aprender, um coração aberto e que vislumbra muitas coisas para ainda conhecer e viver - e o que eu peço é também Força e Coragem pra seguir me caminho, viver meu destino e crescer ainda mais nele.

 Vivo em uma cidade que as poucas famílias muçulmanas que existem estão "escondidas", a mesquita mais próxima fica a 2hs de viagem, em que as pessoas associam Islamismo a Terrorismo ou Fundamentalismo - tem as piores impressões. Me sinto sozinha e isolada - mas isso deve ser para o meu aprendizado e Inshallah um dia aqui - as coisas serão diferentes.

Isso é um pouco um depoimento e um desabafo, porque fui julgada, taxada, chamada de louca, isso ou aquilo - em especial por pessoas próximas e que eu não imaginava - mas que tentaram me mostrar que eu estava errada e me demover. Graças a Allah em casa - tenho todo o apoio e tenho toda a liberdade para professar a Fé que eu quiser e eu sei que aos poucos eu estou mostrando para as pessoas: aquelas que me julgaram ou não - de que o Islam é muito mais do que elas pensam, ou que imaginam - e eu desejo com o tempo mostrar mais.

É por isso que recomendo este documentário ... a  você que é Muçulmano, mas principalmente para os que não são ... para que assistam de mente e coração abertos e se deixem tocar pela emoção, porque as palavras do Profeta Muhammad (Louvado Seja) - são a própria Revelação! Hamdulellah :)

Salam !

                                          Mohamed Ali Alabaster Mosque, Cairo



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HBO Especial Quran by Heart (Legendado em Português)

















segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Vamos Falar de Doce - Kahk



Muçulmanos e cristãos no Egito comemoram suas festas com sobremesas especiais preparadas para cada ocasião. Duas sobremesas: kahk e ghurayeba, são "bolinhos" tradicionais que são consumidos não só em dias de festa, mas no dia a dia,e são o resultado de uma herança familiar.

Dias antes da festa, as famílias e vizinhos se reuniam em uma casa escolhida para o ritual de cozimento kahk, embora esta tradição tenha diminuído em meio as pressões da vida da cidade, onde padarias produzam em grande quantidade a sobremesa, a preços variados e de formas inovadoras. No entanto, a tradição permanece viva, lembrando o quanto um ritual pode reforçar e aproximar as relações familiares e de vizinhança. No primeiro dia do Eid (Celebração que comemora o final do mês do Ramdan), as crianças vagueiam nas vielas com travessas de kahk para distribuir para seus vizinhos, oferecendo uma saudação matinal graciosa.

Aqui está uma receita tradicional de kahk seja para o dia que você decide fazê-lo sozinho, ou ao lado de familiares, vizinhos e amigos.



Ingredientes:

1 kg de farinha

2 xícaras de margarina ou manteiga

1 xícara de leite

3 colheres de sopa de sementes de gergelim

2 colheres de chá de fermento em pó

2 colheres de chá de aroma kahk (mão sei por qual aromatizante da pra substituir aqui - talvez baunilha - não é a mesma coisa ...masssssss

Uma pequena quantidade de sal

1 colher de sopa de fermento em um copo de água morna

A noz para cada bolinho que você vai fazer (aqui também da pra improvisar e criar no Brasil)

Açúcar em pó

Para a Pasta de Nozes:

1/4 xícara de nozes
3 colheres de chá de açúcar em pó
1 colher de sopa de água de rosas.
canela

(Misture todos os ingredientes no processador de alimentos até que se forme uma pasta. Molde bolas muito pequenas pra colocar dentro do bolinho.



Modo de Fazer:

1. Bata a manteiga no liquidificador ou batedeira até ficar cremosa.

2. Adicione o leite e misture com a manteiga.

3. Adicione o fermento em pó, sementes de gergelim e sal à farinha, juntamente com o aroma kahk.

4. Lentamente, adicione o leite e misture a manteiga à farinha e misture manualmente até que esteja pronto para ser moldado.

5. Adicione o fermento na água morna.

6. Você também pode adicionar mais água enquanto você está misturando para torná-lo mais fácil, mas não acrescentam muito.

7. Deixe a mistura coberta por uma hora.

8. Corte a massa em pequenas bolas e pressione uma noz em cada um, ou a pasta de nozes

9. Criar alguns recortes sobre a superfície de cada bola.

10. Coloque as bolas em uma panela com espaços entre eles, porque eles vão expandir um pouco.

11. Asse em forno médio até que adquiram uma cor amarelo-dourado.

12. Deixe os bolinhos para esfriar, em seguida, adicione o açúcar em pó (confeiteiro) em cima.



Fonte: http://www.almasryalyoum.com/en/node/491193
http://www.flickr.com/photos/marwaelchazly/6004585355/in/photostream/lightbox/